terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A NOSSA HORA















Viver cada dia como se fosse o ultimo,
viver intensamente...
Mas o que
é viver?
Seria uma sequencia de fatos verdadeiros ,fases e frases, experiencias vividas?
Seria um dia apos o outro com suas alegrias e tristezas, docuras e dissabores?
A vida
é o que esta diante dos nossos olhos?
Ou sera que a vida nao
é a nossa atitude diante da própria vida?
Não seria a vida, na verdade, o resultado do nosso olhar ,segundo nosso conjunto de conceitos e pré-conceitos ,que aprendemos a ter sobre nos mesmos, as pessoas e o mundo?
Se a vida
é assim tao subjetiva, entao o que ha de real na vida?
Eu arrisco a dizer que a unica realidade da vida
é paradoxalmente a nossa morte.
E ela vem certa, queiramos ou não (e jocosamente relutamos ate a morte em pensar na ideia da nossa morte...
Ela vem independente de nossas acepções ou conceitos.
Ela refuta nossa negacao inconsciente que preconiza que sempre nos manteremos incólumes, ilesos, sãos.
Por isso, viver cada dia como se fosse o ultimo nao
é uma opcao irracional.
E justamente uma atitude que ajuda a por os pes no tapete da realidade apartir dessa certeza da vida.
Frente a morte todos somos iguais,
tudo e relativo, valores sao revistos, o perdao
é mais factivel,
Pensando na nossa hora ...que certamente vira...
Um sentido para a vida pode ser bem difetente...
Podemos deixar de adiar mudar a nos mesmos e o mundo ao nosso redor...
E ter mais pressa em tomar as rédeas, pilotar na direção certa...
Podemos deixar de adiar de responder a nos mesmos quem somos de verdade...
Podemos pensar em qual legado deixaremos...Pelo que estamos vivendo ou morrendo...
Afinal, nessa vida o que vale a pena de verdade?
Como dizia Raul a morte tem muito a ensinar sobre como viver a própria vida...

Inclusive e principalmente ,para quem assim acredita, sobre a outra...